Profissões mais e menos desgastantes

Marlene Pereira

Prazos apertados e ambientes emocionais instáveis tornam profissões stressantes

 

Os prazos apertados, ambientes emocionais instáveis e a competitividade extrema são algumas das dificuldades com que se debatem as pessoas que têm uma das dez profissões eleitas pelo website CarrerCast como as mais stressantes do mundo. O website de emprego americano analisou os níveis de stress presentes em mais de 200 profissões.

No topo da lista encontra-se os soldados em missão de combate. Correr perigo de vida, ter responsabilidade pela vida de outros, a sensação de risco permanente e as agruras de viver em cenário de guerra colocam esta profissão no cimo do estudo. Porém, o pior é quando estes regressam a casa e continuam com níveis elevados de stress e com bastante dificuldade em integrar-se na vida normal.
Altas patentes militares envolvidas em guerra também são alvos preferenciais do stress. Tomar decisões rápidas, fazer tudo para poupar os seus homens e os civis e ainda coordenar decisões estratégicas com diretrizes políticas não é uma missão fácil para ninguém, nem mesmo para quem foi treinado para os cenários mais árduos, tornando esta profissão o top dois.

Os bombeiros são um elemento essencial na nossa sociedade, pois a vida de muitas pessoas depende da sua atuação rápida e eficaz. Vivem numa luta contra o tempo, numa profissão em que cada segundo conta e em que um passo em falso pode custar a vida de outros, mas também a sua. Esta profissão encontra-se em terceiro lugar, também devido às longas horas de trabalho e ao salário baixo.

Profissões mais e menos desgastantes Em quarto lugar do ranking encontram-se os pilotos de aviação, por ser uma das profissões mais stressantes e pelos horários inconstantes. A fantasia de muitos rapazes revela-se, afinal, um pesadelo para quem o realiza. A eventualidade de levar uma vida sem rotinas e de conhecer o mundo é ofuscada pelas viagens muito longas, pela preocupação constante com a segurança dos passageiros e tripulações e pelos riscos que podem surgir a qualquer momento do voo.

Os relações públicas também se encontram neste ranking, apesar de muitos se sentirem admirados pela sua presença. A verdade é que estas pessoas são pagas para garantir a melhor imagem de uma empresa ou de uma celebridade, porém, nem tudo está ao seu alcance. A sensação de falta de controlo, coligada às longas horas de trabalho levam esta profissão ao quinto lugar.

Os executivos das empresas também estão presentes neste ranking, devido às longas horas de trabalho, às grandes responsabilidades e à pressão para apresentar resultados finais. Os profissionais deste setor não têm a oportunidade de ver os filhos crescer e os telemóveis e portáteis são uma companhia diária nos dias de descanso.

Conseguir a melhor fotografia é o principal objetivo dos fotojornalistas, porém, cada vez mais o risco de vida é maior. Atualmente, os que fotografam em cenários de guerra não são os únicos que podem perder a vida, pois os paparazzi também correm perigo, morrendo alguns com disparos acidentais e propositados, ou atropelados.

A busca constante de notícias em primeira mão, prazos apertados, longas horas de trabalho e exposição a situações de perigo são algumas das razões que tornam os jornalistas uma profissão desgastante. Em 2011, 103 jornalistas perderam a sua vida em pleno trabalho.

Em 9º lugar da tabela encontram-se os taxistas devido à luta continua contra o trânsito, o mau humor dos passageiros, o elevado risco de serem assaltados e pelas longas horas ao volante.

Profissões mais e menos desgastantes

Em último lugar do estudo encontram-se os polícias. A guerra e os conflitos ocorrem em qualquer parte do mundo e obriga-os a enfrentar risco a cada ocorrência. Quando recebem uma chamada nunca sabem o que os espera quando chegarem ao local da emergência, pois pode ser alguém que acabou de perder a vida ou alguém disposto a atentar contra a sua. Coabitar diariamente com o perigo provoca um nível de stress elevado.

Contudo, ter uma carreira não é tarefa fácil, mas algumas pessoas têm que sofrer mais do que para outras.

Para o site de emprego americano Careercast.com, as dez profissões menos stressantes são professor universitário, costureiro/alfaite, técnico de registos médicos, joalheiro, técnico de laboratório médico, audiologista, nutricionista, cabeleireiro, bibliotecário e operador de perfuradora.

 

Fontes:

  • CareerCast – “The 10 Most Stressful Jobs of 2012”
  • Smartplanet – “10 most stressful and 10 least stressful jobs of 2013”
  • Expresso – “As 10 profissões mais stressantes”

 

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