COMPLEXO MAGAZINE.pt - Revista Digital Caminhadas reduzem risco de contrair Alzheimer

Caminhadas reduzem risco de contrair Alzheimer

Teresa Brito

Estudo de Cambridge prova que apenas 3 sessões de 20 minutos por semana fazem a diferença.

 

Com a população cada vez mais envelhecida e sedentária, é natural que comecem a surgir casa vez mais casos da doença de Alzheimer, que afeta a memória, através do alojamento de excesso de proteína no cérebro.

No entanto, um estudo da universidade britânica de Cambridge que revela que uma mudança tão simples no estilo de vida como criar o hábito de fazer 3 caminhadas semanais de 20 minutos pode reduzir o risco do aparecimento da doença, mesmo em adultos, e o ainda mais pequeno gesto de sair do autocarro uma paragem mais cedo e andar o resto do caminho pode fazer a diferença.

Caminhadas reduzem risco de contrair Alzheimer

O estudo revela ainda algumas razões por detrás do aparecimento da doença, como inactividade, obesidade, o hábito de fumar, a tensão arterial alta e curiosamente a baixa instrução.

Apesar de admitir que os investigadores ainda não compreendem a doença por completo, a Professora Carol Brayne do Public Health Institute da Universidade de Cambridge diz que, apesar de não existir cura ainda para a doença, ‘a mensagem importante é que há aspectos de saúde que podem reduzir os riscos’, acrescentando que ‘é possível prevenir, em parte’, aconselhando as pessoas a fazer exercício, de ‘preferência de forma social’.

A Professora disse ainda que começar a fazer exercício pode ajudar a pessoa a comer melhor, reduzir a tensão e deixar de fumar, eliminando outros factores de risco.

Caminhadas reduzem risco de contrair Alzheimer

Neste momento, outro estudo está a ser conduzido para perceber exactamente porque é que a prática de exercício físico reduz o risco do aparecimento de Alzheimer, mas existem já suspeitas de que a razão é que fortalece os vasos sanguíneos, facilitando a circulação de sangue para o cérebro, prevenindo também possivelmente a acumulação da proteína no cérebro, que causa a doença.

Estimativas prevêem que o envelhecimento da população leve a que mais do dobro dos casos sejam diagnosticados até 2050.

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