COMPLEXO MAGAZINE.pt - Revista Digital Pensamentos positivos minimizam dor

Pensamentos positivos minimizam dor

Tatiana Nunes

Novo estudo demonstra que pensamentos positivos podem ajudar a combater a dor

 

Novo estudo mostra que os pensamentos positivos podem minimizar a dor, ao alterar a forma como a experienciamos.  Apenas 5 minutos levam a uma redução da dor em quase 60%.

Cientistas na Universidade de Reading utilizaram um aparelho em 34 voluntários, de modo a gerar dores semelhantes às de uma queimadura.

Quando foi pedido aos participantes para avaliar a gravidade da dor, aqueles que à priori tinham sido submetidos a  um “treino de dor”  consideraram que a dor era menor, em comparação com o grupo que não efetuou o treino.

O resultado sugere que esta terapia poderia ajudar no combate a condições como dores de costas crónicas.

Pensamentos positivos minimizam dor

Um total de 34 homens e mulheres entre os 21 e 38 anos fizeram parte do estudo “mind over body”.  Numa série de sessões de 4 horas, foi aplicado uma sonda térmica nos seus antebraços de modo a evocar dor, resultando em sensações semelhantes a queimaduras.

Dr. Tim Salomons, pesquisador chefe disse:

“Dos 34 participantes, metade recebeu treinos para controlar os pensamentos negativos relacionados com a dor, a outra metade recebeu treino mas que nada tinha a ver com a dor.”

“Quando examinamos os resultados, o grupo que realizou treinos relacionados com a dor teve um redução da dor em 38%, por outro lado, o grupo que não tinha realizado esse mesmo treino demonstrou um aumento da dor, em 8%.”

Pensamentos positivos minimizam dor

“Sabemos que a dor parece mais debilitante quando é um sintoma de doença, ou lesão, em comparação com uma atividade que sabemos ser benéfica como exercício físico, somos capaz de transpor essa barreira.”

“Porém, não sabíamos se as nossas crenças simplesmente mudavam a resposta emocional à dor, ou se a mente realmente mudava as sensações que surgiam do corpo, até agora.”

O grupo que recebeu o treino também demonstrou uma diminuição da sensação de desconforto, afirmou Dr.Tim.  Tal facto demonstra que esta terapia também modifica a resposta emocional à dor, bem como a sensibilidade da pele à volta da queimadura.

“Esta terapia, em conjunto com outros tratamentos poderão fazer a diferença, melhorando a vida de pacientes”, afirmou Dr. Salomons.

O médico foi responsável pela pesquisa, disponível na publicação Pain, enquanto trabalha na Universidade de Toronto, no Canadá.

O autor