COMPLEXO MAGAZINE.pt - Revista Digital Pedir indemnização por atraso de voo

Pedir indemnização por atraso de voo

Pedro Santos

A altura das férias é aquela em que há mais tráfego nos aeroportos.

Os voos charters por exemplo, chegam ao minuto aos principais destinos de férias. Recordo-me da última vez que estive em Palma de Maiorca, onde na janela do quarto, via as filas de aviões a aguardarem para aterrar, como se de uma estrada se tratasse.
Com a confusão que se imagina, muitos são os voos que suscitam motivo para reclamação, tais como, atrasos, recusas de embarque por overbooking, extravio de bagagens e cancelamentos. No entanto, no restanto período do ano, essas situações continuam a acontecer.
Em 2004 a UE criou uma lei nº 261/2004, que visa proteger os passageiros desses imprevistos, desde que sejam imputáveis às companhias aéreas. Algumas das exclusões: a existência de “circunstâncias extraordinárias”. Os exemplos típicos adiantados para essas circunstâncias são situações de mau tempo, agitação política e greve. Nestes casos, terá poucas probabilidades de êxito em reclamar, sem prejuízo do direito ao reembolso do valor da reserva.
No entanto, com as burocracias existentes nas reclamações, assim como a pouca vontade de cooperação dos operadores, faz-nos muitas vezes não avançar para uma reclamação. Preencher formulários para entregar algures, ter comprovativo de entrega, arranjar advogado caso a indemnização não seja considerada, enfim acaba por ser tempo perdido e dinheiro gasto, o que nos faz muitas vezes não avançar.
Felizmente agora começaram a aparecer algumas empresas que nos ajudam os passageiros no pedido de indemnização, sem que tenham que gastar qualquer quantia. Apenas ficarão com uma percentagem da indemnização a que tenhamos direito. É o caso da Gate28 que entrou no passado mês de julho em Portugal, tendo já há cerca de um ano, actividade em Espanha.

Pedir indemnização por atraso de voo
Estima-se que só em Portugal no último ano, se tivessem sido apresentados todos os pedidos de reclamações pelos passageiros portugueses, as companhias aéreas teriam que ter pago cerca de 200 milhões de euros.
Agora para a próxima vez, já não tem desculpas para não fazer a sua reclamação.

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