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Amor, velhice, e a consciencialização do fim

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Amor, velhice, e a consciencialização do fim são os principais temas abordados no filme de Michael Haneke.

“Amor”, do consagrado realizador austríaco Michael Haneke, e estreado em dezembro passado em Portugal, é um dos filmes de 2012 a ver, enquanto ainda está em exibição (em Lisboa, está ainda nos cinemas Medeia e no El Corte Inglés). Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, foi o grande vencedor da 25.ª edição dos Prémios do Cinema Europeu, conquistando as categorias de melhor filme, realizador, actor (Jean-Louis Trintignant) e actriz (Emmanuelle Riva). É também um dos candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Além de bastante aclamado pelos críticos, o mesmo tem acontecido por parte das audiências.

O filme fala na história de um casal de professores de música reformados, na casa dos oitenta, Georges e Anne. Têm uma vida cómoda, culturalmente activa e sentem-se felizes e realizados, no seu belo apartamento em Paris. Até que Anne sofre um AVC e fica com metade do seu corpo paralisado, impedida de voltar a tocar e totalmente dependente dos outros. Com a passagem do tempo, todos se começam a aperceber que a doença também lhe afectou o cérebro e que ela caminha para a demência. A situação torna-se num teste ao amor entre o casal, não havendo retorno possível.

Título Original: Amour
Ano: 2012
País: França, Alemanha, Áustria
Duração: 127 min
Género: Drama, Romance
Realizador: Michael Haneke
Actores: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva e Isabelle Huppert

IMDb: 8,0
Complexo Magazine: 9