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Como o estado civil pode afetar a nossa relação com os outros

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Como o estado civil pode afetar a nossa relação com os outros

Um novo estudo revela que o estado civil de uma pessoa pode influenciar a maneira como socializamos com os outros, mesmo que esse não seja um fator importante para a situação em específico. 

 

Num conjunto de 4 estudos, realizados por uma equipa de pesquisa dos Estados Unidos, chegou-se à conclusão de que geralmente é comum que as pessoas acreditem que o seu estilo de vida (sendo solteiros ou casados) é o melhor, principalmente se acreditarem na improbabilidade do seu estatuto mudar.

Os resultados do primeiro estudo revelaram que quanto maior for a estabilidade relacional dos participantes, maior será a aptidão para estes acreditarem que esta será a norma para os demais seguirem. E este é um fator que é aplicável quer para solteiros, quer para casados, independentemente do seu grau de satisfação perante o seu estado civil.

O segundo estudo centrou-se num teste, com a recruta de dois voluntários e no qual lhes foi pedido que imaginassem um cenário hipotético para duas pessoas, que se passasse na noite de São Valentim. Os resultados demonstraram que caso este hipotético casal, tivesse o mesmo estado civil que os voluntários, esta noite seria mais satisfatória do que se apresentassem um estado oposto.

Como o estado civil pode afetar a nossa relação com os outros

 

De modo a investigar se esta tendência pode influenciar a maneira como nos comportamos perante os outros, foram conduzidos mais dois estudos e que desta vez testassem uma manipulação da estabilidade percebida.
E como resultado, os participantes que foram levados a uma perceção de maior estabilidade no seu estatuto relacional, eram mais propensos a votar num candidato político que tivesse o mesmo estado civil, principalmente quando tinham informação que lhes desse uma ‘desculpa’para expressar a sua inclinação de preferência.

Quando os resultados dos quatro estudos foram compilados numa só análise, mostravam que a estabilidade percebida, levava os participantes (que tivessem a mesma condição, solteiros ou casados), a tratar os outros mais favoravelmente.

Os pesquisadores ainda afirmaram que ‘as pessoas podem estar conscientes da sua tendência para idealizar estar solteiro ou casado, mas podem não perceber que isto pode ter impacto na maneira como lidam com os demais- e vice-versa’.

No futuro os pesquisadores planeiam explorar se as pessoas idealizam outros aspetos das suas vidas, tais como as decisões que tomam, o tipo de comunidade onde estão inseridos e vivem ou ainda o caminho profissional que escolheram.