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Coxas são novos espaços publicitários em Tóquio

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Coxas são novos espaços publicitários em Tóquio

Raparigas japonesas estão a alugar as coxas como espaço publicitário

 

Numa cidade como Tóquio, que vive uma saturação de suportes para divulgar publicidade, o novo meio de publicidade são as coxas das raparigas e já atraiu, pelo menos, 3 mil mulheres. Uma agência de publicidade japonesa resolveu testar um suporte polémico para anunciar os produtos das empresas: o corpo humano.

Desta forma a empresa WIT resolveu usar as pernas das mulheres como se fosse um outdoor na cidade de Tóquio, no Japão. A ideia não é nova pois surgiu no final do ano passado quando uma agência de publicidade usa o site Absolut Territory para recrutar mulheres, que são recomendadas a vestir uma minissaia ou short, além de longas meias, para que os anúncios se tornem mais sedutores e saltem à vista.

Esta forma de publicidade consiste numa tatuagem temporária que é fixada nas coxas das raparigas, que só recebem o pagamento se exporem as pernas por oito horas e tirarem fotos para divulgar o anúncio nas redes sociais. Segundo o jornal britânico The Guardian, o projeto, além de ser uma  tentativa de inovação numa cidade saturada de publicidade, proporciona trabalho  às jovens, que devem ter no mínimo 18 anos de idade e pelo menos 20 amigos no Facebook.

Coxas são novos espaços publicitários em Tóquio

Em declarações Hidenori Atsumi, consultor de relações públicas afirma que as coxas femininas  ‘são o local ideal para colocar um anúncio de publicidade, isto porque os homens  querem olhar para lá e as raparigas não se importam de mostrar essa parte do  corpo’. Mas, como era de se esperar, o uso do corpo humano para divulgar produtos tem gerado polémica nalgumas partes do Japão. A cidade de Okinawa, por exemplo, planeava divulgar as suas ilhas como um destino de férias para estudantes de Tóquio em fevereiro deste ano,  mas os planos foram cancelados, devido à chuva de críticas dos contribuintes. Os cidadãos de Okinawa não queriam que os impostos financiassem esse tipo de marketing.

Quem não pareceu preocupada com a polémica foi a banda de punk rock dos Estados Unidos ‘Green Day’, por exemplo, que já utilizou o novo suporte publicitário para divulgar o seu mais recente álbum.