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Equipa de andebol feminino insurge-se contra regras europeias

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Equipa de andebol feminino insurge-se contra regras europeias

Associação de andebol feminino do País Basco considera normas sobre equipamentos sexistas.

 

Os desportos de praia são propícios ao uso de roupas reduzidas, um facto que pode atrair tanto homens e mulheres para estas modalidades em detrimento das suas variantes de inverno. E se o facto de a pele exposta, que muitas vezes atrai até os mais distraídos e desinteressados, é normalmente visto como uma coisa boa, nem todos parecem pensar o mesmo.

Num ato aparentemente feminista e de defesa da igualdade dos sexos, a Associação Basca de Andebol feminino apresentou uma queixa oficial á Comissão Europeia sobre as regras alegadamente ‘sexistas’ que a Federação Europeia de Andebol impõe no que toca aos equipamentos das jogadoras.

Equipa de andebol feminino insurge-se contra regras europeias

Em causa está uma regra que diz que os equipamentos, tanto a parte de cima como os calções, não podem ter mais de 10cm de largura, enquanto os dos jogadores masculinos podem, e provavelmente devem até, ser ‘longos e fluidos’.

A controvérsia foi despoletada por um aviso feito à Federação Espanhola de Andebol, que alegava que os equipamentos de 21 das 22 equipas do campeonato nacional ‘cobriam demasiado o corpo’ das jogadoras, e parece gerar consenso tanto entre as autoridades desportivas como politicas no país.

O regulamento foi considerado ‘sexista’ pelo órgão responsável pelo desporto em Espanha e ‘infringe os princípios de igualdade, é sexista e coloca o aspeto das jogadoras à frente das suas capacidades técnicas’, segundo o representante do Partido Nacionalista Basco no Parlamento Europeu.

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O instituto Para as Mulheres Bascas diz ainda que as medidas ‘servem apenas para que os corpos das raparigas aliciem o público para o desporto’.

Seja ou não essa a intenção da regra, provavelmente muitas mulheres acrescentariam que preferiam também que os jogadores masculinos fossem obrigados a prescindir por completo da camisola. No mínimo, e nem seria por razões feministas, de todo.