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Hospitais recebem a cada meia hora uma vítima de AVC

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Hospitais recebem a cada meia hora uma vítima de AVC

As doenças cérebro-cardiovasculares continuam a ser as que mais matam em Portugal.

 

O relatório “Portugal, Doenças Cérebro-Cardiovasculares em números – 2013”, da Direção-Geral de Saúde, que foi apresentado esta quinta-feira, revelam que  em Portugal, a mortalidade por doenças do aparelho circulatório (doenças cardiovasculares e doenças cerebrovasculares) está em redução progressiva nas últimas duas décadas. Ainda assim, as doenças cérebro-cardiovasculares continuam a ser as  que mais matam em Portugal, à semelhança do que se passa em todos os países  europeus.

Contudo, dentro deste grupo de doenças, a taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares (que inclui os acidentes vasculares cerebrais) é superior à das doenças isquémicas do coração (incluindo o enfarte agudo do miocárdio).

Quanto à taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, verificou-se uma redução de 22,4% entre 2007 e 2011, o que as autoridades de saúde consideram ser uma redução “substancial”.

Este decréscimo é mais acentuado na população com mais de 70 anos (assim como no que se refere às doenças cerebrovasculares), apesar de a redução de mortalidade prematura (antes daquela idade) também traduzir ganhos “da maior relevância” em termos de “anos potenciais de vida perdidos”.

A progressiva redução das taxas de mortalidade por doenças circulatórias deve-se às medidas de prevenção adotadas, à melhoria do diagnóstico e correção dos fatores de risco e os avanços no tratamento decorrentes de novos fármacos e das melhores repostas de emergência, designadamente com as chamadas vias verdes coronária e do AVC.

No que respeita aos AVC, em 2012 foram admitidos nos hospitais 19.177  doentes, 50% dos quais admitidos em unidades especializadas no manejo clínico  destas situações (U-AVC).

Hospitais recebem a cada meia hora uma vítima de AVCPor tudo isto, e lembrando que 70% das mortes por AVC acontecem fora dos hospitais, importa reconhecer os sinais de AVC mais comuns para agir atempadamente:

– Perda ou perturbação da sensibilidade num braço, perna ou lado do corpo;

– Cegueira súbita em de um dos olhos; perda parcial da visão ou da audição;

– Linguagem ininteligível, dificuldades de expressão ou em lembra-se da palavra certa;

– Dor de cabeça súbita e forte, sem razão aparente;

– Enjoo, visão dupla e debilidade generalizada.

 

O que fazer em caso de emergência:

 
As primeiras três horas a seguir a um AVC, são determinantes para que o tratamento seja eficaz e que se evitem as sequelas neurológicas. Sempre que reconheça os sinais de AVC, deve deitar o doente de lado, certificando-se que respira bem, e chamar imediatamente o 112, solicitando a Via Verde do AVC, que o conduzirá a um Hospital equipado com uma Unidade de AVC também chamada de ‘tratamento de fase aguda’.