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HPV maior carcinogéneo do mundo

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Primeiro é o tabaco mas logo a seguir vem o HPV como o maior carcinogéneo do mundo. 

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, todos os anos são diagnosticados, em Portugal, 949 casos de cancro do útero. Por ano, no nosso país, 346 mulheres morrem desta doença. O cancro do colo do útero figura como o quarto cancro mais frequente entre as mulheres portuguesas e o segundo nas mulheres entre os 15 e os 44 anos de idade. Mais: Portugal tem uma população de 4,64 milhões de mulheres acima dos 15 anos que está em risco de desenvolver este tipo de cancro.

E porquê? Porque praticamente todos os casos de cancro do colo do útero (99 por cento) estão ligados à infeção genital por HPV (ou papilomavirus humano), que é a infeção viral mais comum do trato reprodutivo. Uma infeção fortemente disseminada em todo o mundo, com particular incidência nos países em desenvolvimento e nas regiões dos países industrializados com menor acesso a cuidados médicos e a diagnóstico e tratamento precoces. Os dados indicam que, um ano após o início da atividade sexual, quatro em cada dez mulheres são HPV positivas e, dois anos após o seu início, seis em cada dez.

O vírus do papiloma humano é um vírus que infecta os tecidos da pele ou mucosas e possui mais de 200 variações diferentes. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas genitais, mas certos tipos são frequentemente encontrados nas neoplasias acima descritas. Felizmente, a maior parte das infeções por HPV são temporárias: curam-se por si próprias em resultado de uma resposta imune natural, tornando-se indetetáveis após seis a 18 meses. Porém, lesões pré-cancerígenas podem desenvolver-se se a infeção persistir e as células danificadas degenerarem em células cancerígenas ao fim de algum tempo.

Vacina

Apesar do panorama negro, a verdade é que a investigação científica conseguiu descobrir a vacina contra as estirpes mais agressivas do papiloma Vírus: 16 e 18 e também, 6 e 11. E melhor ainda: existem formas de prevenção altamente eficazes que a população pode adotar para evitar a contaminação por HPV. O segredo está mesmo no conhecimento da doença, como esta se propaga e as melhores formas de se evitar o contágio.

A idade preconizada no PNV para a administração da vacina contra o HPV, são os 13 anos na adolescente. Isto porque em estudos efetuados, as mulheres em idades entre os 10 e os 14 anos produziram títulos de anticorpos com níveis duplos dos produzidos pelas mulheres entre os 15 e os 25 anos, sendo assim nos 13 anos de idade que se consegue uma resposta imunitária o mais satisfatória possível. Além disso, nesta idade há probabilidade de não ter havido início de vida sexual o que aumenta também o benefício da sua administração.

Primeiro é o tabaco mas logo a seguir vem o HPV como o maior carcinogéneo do mundo

Sem comparticipação do Estado, o preço das marcas disponíveis no mercado oscila entre os 80 e os 150 euros por cada uma das três doses necessárias.

Ainda no campo da vacinação, a investigação mais recente aconselha também a aplicação de vacinas ao sexo masculino para travar a propagação do vírus. Hoje em dia é preconizada também a administração da vacina profilática contra o HPV nos homens/rapazes uma vez que com a vacinação nestes é mais fácil controlarmos a doença na população e prevenir, também no homem, o cancro da orofaringe e anal, que estão relacionados com a infeção de HPV.

Além da vacina, a utilização de preservativo nas relações sexuais é de crucial importância para evitar qualquer contágio. Importante também é o rastreio para detetar precocemente a existência de uma infeção por HPV. É que, mesmo nas estirpes mais agressivas, o tempo faz diferença havendo formas de tratamento para a infeção, podendo-se assim evitar a evolução para uma patologia oncológica.

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