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Leite, beber ou não beber?

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Leite, beber ou não beber?

Qual é o alimento que nos acolhe com exclusividade nos primeiros meses de vida? O leite…

 

A alimentação é distinta de pessoa para pessoa devido aos caminhos que escolhemos – na cultura, nos gostos, nas filosofias e na idade – porém, o leite está sempre presente, tornando-se um dos principais alimentos que o ser humano inclui na sua alimentação.

Constituído por proteínas, hidratos de carbono, gorduras, água, vitaminas, sais minerais e outros nutrientes, o leite é importante em todas as etapas da vida, pois é uma importante fonte de proteínas de alto valor biológico e de cálcio e nutrientes necessários, sobretudo durante a fase de crescimento, segundo algumas investigações.

Na relação entre o leite e a saúde existem meias verdades, mitos e conclusões ilusórias quando se fala dos benefícios ou dos efeitos menos positivos para a saúde.

Cada vez mais, está interiorizada a ideia que se deve comer de tudo, sem exagerar em nada. Tudo deve ser consumido, de forma moderada, nas qualidades certas e, de preferência, nos momentos certos.

Várias são as investigações e os estudos relativos aos laticínios. Em 2011, a Universidade de Harvard excluiu, aparentemente, os laticínios do seu guia de alimentação saudável, pondo em causa o benefício destes na prevenção da osteoporose e reforçando o aumento do risco de alguns tipos de cancro associado ao seu consumo.

Os autores do guia referem que poderão ser ingeridas uma a duas porções de lacticínios diariamente. A razão para a delimitação do valor é o aumento do risco de cancro da próstata e, possivelmente, do cancro nos ovários.

Atualmente, vários são os benefícios discutidos sobre o leite na saúde óssea, em doenças cardiovasculares, na redução de peso e na redução da pressão arterial. O consumo regular de leite tem vantagens e desvantagens e, hoje em dia, pode não ser um alimento tão essencial como já se chegou a pensar.

Porém, nos últimos dez/quinze anos tem-se assistido a intensivas investigações dedicadas ao estudo das propriedades do leite, que tiveram início com a estranheza provocada pela intolerância que cerca de 40 por cento da população mundial apresenta à lactose.
Desta percentagem, a totalidade tem incomplacência total ao leite, sendo que mais de quinze por cento é capaz de consumir derivados do leite, pois estes apresentam baixos níveis de lactose.

Leite, beber ou não beber?Relativamente ao leite materno, um novo estudo norte-americano revela que este é capaz de incrementar em até 30 por cento o desenvolvimento cerebral dos bebés em apenas três meses. Os benefícios aparecem, sobretudo, associados às áreas responsáveis pela linguagem, função emocional e cognição.

Os investigadores da Brown University, nos EUA, recorreram a equipamentos de ressonância magnética adequados para bebés para analisar o crescimento do cérebro de uma amostra de crianças com menos de quatro anos de idade.

A análise demonstrou que, aos dois anos, os bebés que tinham sido alimentados exclusivamente através da amamentação durante, pelo menos, três meses, apresentavam um maior desenvolvimento em áreas fundamentais do cérebro, comparativamente com as crianças alimentadas com fórmula de leite ou com uma combinação de fórmula e leite materno.

Os resultados mostraram que a alimentação exclusiva com leite materno foi a que provocou maior crescimento desta matéria cerebral, sendo que o aumento do volume da substância branca começou a ser particularmente relevante a partir dos dois anos de idade.

 

Fontes:

  • Em Forma – “Leite: Benéfico ou Prejudicial?”
  • Harvard Scholl of Public Health- “Harvard’s New Guide to Healthy Eating”
  • US National Library of Medicine National Institutes of Health – “Milk and dairy consumption among men with prostate cancer and risk of metastases and prostate cancer death”
  • Science Direct

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