Início Notícias Maya Angelou morre aos 86 anos

Maya Angelou morre aos 86 anos

130
0
Maya Angelou morre aos 86 anos

Maya Angelou, uma das mais famosas poetisas e ativistas do século XXI, faleceu na passada quarta-feira aos 86 anos.

 

A norte-americana Maya Angelou morreu esta quarta-feira (28), tinha 86 anos. A sua representante, Helen Brann, explicou aos órgãos de comunicação social que a sua saúde se vinha deteriorando nos últimos tempos. Num comunicado, o seu filho Guy B. Johnson, confirmou a notícia, escrevendo:

“ A família está extremamente grata pela sua ascensão não ter sido desmerecida por uma perda de acuidade ou falta de compreensão. Viveu como professora, ativista, artista e ser humano. Lutou pela igualdade, tolerância e paz”

Maya Angelou morre aos 86 anosNascida em 1928, em St. Louis, Missouri, foi baptizada com o nome Marguerite Ann Johnson, mas foi com o nome Maya Angelou que tocou o mundo com as suas palavras. Ao longo da sua carreira, publicou 7 autobiografias e vários livros de poesia.  Vítima de abusos sexuais aos oito anos, foi mãe aos 16, chegando a prostituir-se antes de conseguir começar uma carreira como cantora, actriz e, por fim, escritora.

No início dos anos 60, em Nova Iorque, juntou-se à Harlem Writers Guild, conhecendo, pouco tempo depois, Martin Luther King com o qual trabalhou e lutou pelos direitos civis dos afro-americanos. Nesta mesma altura, juntou-se também à luta pelo fim do apartheid na África do Sul, conhecendo o activista Vuzumi Make, com quem se mudou por um breve período para o Egipto, onde foi editora do jornal The Arab Observer. Mudou-se pouco depois para o Gana onde conheceu e se tornou próxima de Malcolm X, cujo movimento se juntou no seu regresso aos Estados Unidos, em 1965.

Maya Angelou morre aos 86 anosConsiderada um verdadeiro tesouro nacional, autora de várias obras em prosa e poesia, cresceu no sul segregado, tendo vindo a tornar-se uma das escritoras negras mais lidas e aclamadas no seu país natal.

Foi chamada para ler na tomada de posse de Bill Clinton em 1993, tendo repetido o acto em 2009, na tomada de posse de Barack Obama. Em 2011 o mesmo Barack Obama entregou-lhe a maior distinção civil norte-americana, a Presidential Medal of Freedom.