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“Pacemaker cerebral” oferece nova esperança aos doentes com Alzheimer

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Um novo procedimento cirúrgico poderá oferecer uma nova esperança, para aqueles que sofrem da doença de Alzheimer

 

De acordo com cientistas da Universidade Johns Hopkins. Investigadores dessa universidade, implantaram recentemente um pacemaker cerebral, o mesmo que tenha sido utilizado para tratar eficazmente dezenas de milhares de doentes com a doença de Parkinson, num doente com Alzheimer.

O tratamento é similar em relação à estimulação cerebral profunda provocada, que aliviou doentes de Parkinson, e fornece cargas elétricas para as partes do cérebro responsáveis pela aprendizagem e memória.
O Dr. Paul Rosenberg, especialista de Alzheimer da Universidade Johns Hopkins (USA), que faz parte do primeiro teste clínico deste tratamento, disse que estava “cautelosamente otimista” sobre os resultados.
O Dr. Rosenberg explicou a técnica do tratamento: “Você coloca dois fios no cérebro, na parte que sabemos estar envolvida na memória … é como um pacemaker, é uma pequena bateria que cabe no seu ombro”, disse Rosenberg. “Isso permite passar a eletricidade através desses fios, os quais correm ao longo dos fios naturais do cérebro, o que vai alimentar a sua memória e eles realmente estimulam as partes do cérebro”, acrescentou.

Ele comparou a tratamento de Parkinson em que é usando um dispositivo semelhante, dizendo que “o equipamento é o mesmo, a cirurgia é semelhante, é apenas uma parte diferente do cérebro.”
Rosenberg disse que o tratamento conduziu a alguns resultados positivos num ensaio clínico piloto no Canadá, envolvendo seis pacientes. Esses pacientes, segundo ele, “ficaram um pouco melhores da sua memória” e “melhoraram muito do metabolismo do cérebro. Este metabolismo normalmente degenera em pacientes de Alzheimer, mas ele realmente melhorou nos pacientes deste estudo canadense.
De acordo com Rosenberg o tratamento é “não invasivo, embora exija “um par de buracos” no crânio do paciente. E enquanto Rosenberg admite que os ensaios de Alzheimer recentes, levaram a uma “uma série de resultados dececionantes”, ele diz que o este tratamento com “pacemaker”, não substitui a terapia de drogas, mas poderia ir junto com ela.

Embora os resultados iniciais tenham sido promissores, Rosenberg disse que eles ainda estão em fase de ensaio clínico nesta pesquisa e que o tratamento pode só deverá estar disponível daqui a alguns anos.



 

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