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Pensar demais pode ser prejudicial

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Pensar demais pode ser prejudicial

Aquilo que, por vezes, parece ser o melhor para o ajudar a tomar a decisão correta, pode contribuir para o oposto, prejudicando-o.

 

“Pensar é bom, mas pensar demais é um problema sério porque rouba energia do córtex cerebral.” – Augusto Cury

 

Muitos de nós, ao sentirmo-nos em baixo, temos tendência a fazer grandes introspeções, pois acreditamos que devemos avaliar os nossos sentimentos e a situação, de forma a obter uma visão mais clara do problema para que possamos encontrar soluções e aliviar o sentimento de mal-estar que se apodera de nós.

Contudo, nas últimas décadas, vários estudos comprovaram o contrário: pensar demais desencadeia uma série de efeitos adversos, como piorar a tristeza ou prolongá-la, promover o pensamento negativo, prejudicar a capacidade da pessoa resolver problemas, abalar a motivação ou interferir com a concentração e iniciativa. Para além disto, apesar das pessoas acreditarem que essa introspeção lhes traz maior conhecimento sobre os problemas e sobre si próprios, o que acontece é que apenas ganham pensamentos pessimistas e distorcidos.

Uma das melhores dicas a reter será parar de pensar e começar a agir. Apenas assim conseguiremos obter as coisas feitas e bons resultados.

Este é, provavelmente, o grande problema que levou as pessoas aos livros e websites de autoajuda e o que continua a impedi-las de atingir os seus objectivos, mesmo que tenham tomado conhecimento de conselhos úteis, pois, depois de lermos, pensamos…e planeamos…e pensamos mais um pouco, perdendo-nos em pensamentos.

Pensar não é algo mau. Nem a tentativa de se autoeducar o é. No entanto, fazê-lo em demasia não o irá ajudar. Apresentamos-lhe algumas razões que o justificam:

Pensar não substitui a ação

Se não agirmos, o mais provável será não conseguirmos o que queremos. Perdermos o nosso tempo em pensamentos pode ser uma forma de evitarmos a ação que é necessária.

Pensar demasiado complica ainda mais a situação

Podemo-nos deparar com situações difíceis, mas talvez seja melhor aperceber-se de que que a sua atitude pode tornar as coisas ainda mais complicadas, pois, ao pensar em demasia, complicamos as questões e distorcemos a realidade na nossa cabeça. Podemos tornar algo bastante simples numa grande confusão, o que acaba por transformar algo que podemos resolver com algum desconforto numa batalha em que não encontramos uma solução e estamos, cada vez mais, envolvidos em desespero. Se conseguirmos relaxar e libertarmo-nos dos pensamentos, as coisas tendem a parecer mais fáceis de se resolver e de conseguir.

Pensar demasiado piora o desempenho

Se pensar demasiado nas coisas, irá também complicá-las excessivamente. Contribuirá para que se sinta nervoso e para que desconfie de si próprio constantemente. Para além disto, torna-se difícil concentrar-se em fazer algo, devido ao hábito de analisar muito tudo o que se passa. Também é normal que estas pessoas se percam em possíveis cenários futuros em vez de se focarem no que se passa no presente. Todos estes factores contribuem para uma interferência no desempenho da pessoa e para a produção de piores resultados.

Pensar demais pode ser prejudicial

Existem alguns passos a seguir que poderão ajudá-lo a não pensar tanto:

Ter consciência do problema

Importa ter noção de que tem tendência a pensar demasiado nas coisas. Ao darmos por nós presos em pensamentos, isso facilita o processo de libertação, de modo a fazermos algo melhor. Com o passar do tempo torna-se mais fácil deixar os pensamentos e evitar cair neles meia hora depois.

Definir prazos para decisões

Em vez de pensar em determinado assunto durante dias, estipule um prazo e diga a si próprio que tem, por exemplo, 30 minutos para pensar no assunto e tomar uma decisão.

Seja presente

Foque-se no presente e não se perca em pensamentos longos sobre o passado ou o futuro. Irá aperceber-se que os resultados melhorarão. Liberte-se dos pensamentos e confie nas suas capacidades.

 

Fontes:

  • Gretchen Rubin – “Do You Fall Into the Trap of Overthinking?”
  • Henrik Edberg – “3 Good Reasons to Stop Thinking So Much, And How to Do It”