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Saiba os países que detêm armas nucleares e o que têm

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Saiba os países que detêm armas nucleares e o que têm

Muitos países têm energia nuclear, mas poucos têm armas nucleares ou são suspeitos de procurar armas nucleares. Saiba quais são os países.

 

Mais de 20 países têm energia nuclear, mas nem todos têm armas nucleares e apenas alguns são suspeitos de as procurar.

Os Estados Unidos é o país em todo o mundo que mais testes nucleares realizou e é a única potência a ter usado armas nucleares em combate. Este país é, também, o único a ter armas implantadas noutros países como a Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia.

Em pé de igualdade está a Rússia, sendo a outra potência que detém um dos maiores arsenais de armas nucleares.

O primeiro teste nuclear da Rússia aconteceu a 1949 sobre a cidade de Nagasaki, no Japão.

Estes dois países têm vindo a trabalhar em conjunto, depois de terem sido adversários durante a Guerra Fria, para reduzirem o enorme arsenal de armas que possuem. Estas duas potências têm competência para lançar armas nucleares através da terra, mar e ar.

De acordo com a Federação de Cientistas Americanos, em Dezembro de 2012 foi calculado que os Estados Unidos tinham cerca de 2150 ogivas operacionais, ou seja, armas que são implantadas ou podem vir a ser implantadas a curto prazo – mas com mais 2500 ogivas (que acredita-se que estejam na reserva) e 3000 que foram retiradas e estão prontas para desmantelamento.

A mesma fonte revela que a Rússia, pela mesma altura, detinha cerca de 1720 ogivas operacionais, 2700 em reserva e mais 4000 retiradas e a aguardar o seu desmantelamento.

Saiba os países que detêm armas nucleares e o que têm

A França é o terceiro país a ter o maior arsenal de armas nucleares, apesar de ainda distante dos Estados Unidos e da Rússia, primeira e segunda potências, respetivamente. O ex-presidente Jacques Chirac ordenou uma revisão da defesa e em 1996 este país desmantelou as suas armas nucleares terrestres e reduziu o número total em 50%.

Atualmente, França tem 300 ogivas operacionais implantadas nos seus quatro submarinos nucleares. As restantes estão destinadas a aeronaves, manutenção ou a desmantelamento.

O Reino Unido iniciou o seu próprio programa nuclear quando os Estados Unidos, em 1946, aprovaram uma lei em como era ilegal partilhar informações com outros países. Em 1954 isso foi alterado e, assim, mais de metade dos testes nucleares foram concretizados em conjunto pelo Reino Unido e Estados Unidos.

Este país insular possui quatro submarinos que conduzem os mísseis nucleares. Esta é a única forma de o país lançar uma arma nuclear. Em 1998, retirou todas as armas nucleares que podiam ser lançadas através do ar.

Foi em 1950 que a China começou à procura de armas nucleares. Realizou o primeiro teste nuclear em 1964 e, apenas cerca de um ano e oito meses depois, estava a concretizar o primeiro teste termonuclear.

Segundo a fonte Federação de Cientistas Americanos, a China continua a aumentar o seu arsenal e a Dezembro de 2012 detinha cerca de 140 ogivas para fins terrestres e cerca de 40 para aeronaves. O restante arsenal está a aguardar o seu desmantelamento ou será para um futuro submarino nuclear, que, segundo o Comité Económico EUA-China e Revisão de Segurança da Comissão, irá ter este submarino dentro de dois anos.

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Depois da China iniciar os seus testes nucleares, a Índia seguiu os seus passos e, em meados dos anos 60, decidiu construir as suas próprias armas nucleares, testando a sua primeira arma em 1974.

A Índia está a trabalhar para conceber mais ogivas e possui aeronaves mísseis terrestres e está a pensar adicionar meios navais.

O Paquistão iniciou o seu desenvolvimento de armas nucleares após a sua terceira guerra com a Índia, em 1972.

Atualmente, este país está, como a sua adversária, a trabalhar para criar mais ogivas, tendo capacidade para armas nucleares aéreas e mísseis terrestre, mas não tendo a habilidade para um lançamento marítimo.

A Coreia do Norte iniciou com a instalação de um reator soviético em Yongbyon. Mas, em acordo com os Estados Unidos, em 1994, a Coreia do Norte prontificou-se a suspender o seu programa de armas em troca na construção de reatores, a fim de produzir energia. Em 2002, Pyongyang admitiu ter um programa de armas nucleares secreto.

A Coreia do Norte já realizou vários testes nucleares subterrâneos, tendo o último acontecido em Fevereiro. Esta já tem plutónio para cerca de 10 ogivas, mas não tem modo de armá-las.

Novas penas foram aprovadas pelo Conselho de Segurança por cada um dos seus testes nucleares.

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Em 1950 Israel iniciou o desenvolvimento de uma “opção nuclear” para impedir a guerra, segundo uma entrevista do ex-primeiro ministro Shimon Peres, em 1998.

De acordo com a Federação de Cientistas Americanos, acredita-se que Israel tenha cerca de 80 armas atómicas e plutónio suficiente para mais de 200.

Com o decorrer dos anos, Israel foi obtendo submarinos e aviões capazes de suportar ogivas nucleares.

Durante a última década, tem crescido a preocupação em torno do programa nuclear iraniano.

A Agência Internacional de Energia Atómica divulgou um relatório em 2011 em que afirmava ter “sérias preocupações” e informações “credíveis” de que o Irão poderia estar a desenvolver armas nucleares.

Segundo a mesma agência, o Irão não está a cooperar de forma aceitável para que esta possa verificar se o Irão está a enriquecer de urânio apenas para fins de energia civil ou para algo mais que isso. Assim o Conselho de Segurança e outros países ocidentais têm empregue sanções económicas e de armamento.

O Irão desenvolve mísseis balísticos desde os anos 80 e é o país que tem o maior número de mísseis implantados no Médio Oriente, mas muitos especialistas afirmam que estes mísseis não estão preparados para termos nucleares e, mesmo que o Irão obtenha uma ogiva nuclear, teria de despender muito tempo e investigação para se tornar uma arma nuclear pronta a ser lançada.