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A sanita que vai levar eletricidade ao terceiro mundo

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A sanita que vai levar eletricidade ao terceiro mundo

Este novo protótipo criado por uma Universidade britânica converte urina em eletricidade.

 

Todos pensávamos que sabíamos como e o que era preciso para produzir eletricidade. Mas e se fosse ainda mais fácil, podendo ser feita com algo que todos temos – e deitamos fora – no nosso corpo?

É este o princípio de uma nova invenção que está a ser testada numa Universidade britânica, com o intuito de vir a mudar a vida de muitos, levando eletricidade aos países pobres e campos de refugiados. O projeto da University of West England, em parceria com a Oxfam, consiste na instalação daquilo a que eles chamam ‘Pee Power Urinal’ – ou seja, uma sanita portátil que converte urina em energia – no terreno da Universidade.

No âmbito da iniciativa, os estudantes e funcionários são incentivados a ‘doar’ a sua urina para alimentar um sistema de células de combustível microbianas, que depois convertem o líquido em energia, usada para fazer funcionar a iluminação do edifício.

A sanita que vai levar eletricidade ao terceiro mundo

O projeto surge após a Universidade ter estado nas bocas do mundo há dois anos, quando a sua equipa provou que é possível fazer um telemóvel funcionar através de um processo semelhante.

Segundo o Professor que lidera o projeto, este método de produção de eletricidade é ‘tão verde quanto possível’, tendo em conta que ‘usa desperdícios’, na medida em que aproveita a energia produzida pelos micróbios presentes na urina para se reproduzirem e em sua vez produz carga elétrica.

A Oxfam, responsável pela manutenção de água e energia em campos de refugiados, prevê que ‘o potencial desta inovação é enorme’, pois pode levar energia a áreas inacessíveis, que se localizam longe de centrais elétricas.

Como se isso não bastasse, esta tecnologia é simples e barata de instalar, com cada ‘urinol’ a custar cerca de £600, e com perspetivas de uma duração infinita.