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Sedentarismo: um problema de saúde global

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Sedentarismo: um problema de saúde global

Morrem 5.3 milhões de pessoas por ano devido à falta de atividade física

 

O nosso organismo está preparado para desenvolver uma intensa atividade física, mas os avanços tecnológicos que surgiram nos últimos séculos permitiram ao homem ter cada vez menos a necessidade de se esforçar para suprir as suas necessidades básicas. Por isso, atualmente, grande parte da população, sobretudo nos países economicamente mais favorecidos e industrializados, leva uma vida predominantemente sedentária.

Sedentarismo: um problema de saúde global

Em 2008 sabia-se que em todo o mundo 31 por cento dos adultos a partir dos quinze anos era insuficientemente ativo e no ano passado um estudo, realizado pela Faculdade de medicina de Harvard em parceria com o Hospital de Brigham, revelou que o sedentarismo tem causado tantas mortes quanto o tabagismo. A pesquisa, publicada na revista médica “Lancet”, estima que um terço dos adultos não tem praticado atividade física suficiente, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e cancro da mama, diz o estudo. Os pesquisadores dizem ainda que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma “pandemia”.

Os problemas físicos provocados pelo sedentarismo são vários: artroses, diminuição da densidade óssea, perda de elasticidade, força e resistência muscular, problemas coronários, diminuição da capacidade pulmonar, diminuição da capacidade psicomotora, desequilíbrio hormonal, etc. Mas, os efeitos negativos não são apenas físicos, porque o sedentarismo leva à perturbação de funções básicas como o sono, a fome, a sede, o desejo sexual e adaptação ao frio e ao calor, o que leva a uma vida diária dificultada e o nosso bem-estar psicológico e social diminui.

O fato de os efeitos do sedentarismo se instalarem lentamente explica o porquê das pessoas jovens sedentárias não terem consciência dos seus malefícios; por outro lado, as pessoas idosas sentem os efeitos do sedentarismo nas limitações que encontram para a vida diária, e nas doenças crónicas que vão surgindo.

O combate a este modo de vida parte de cada um de nós e é muito fácil acabar com ele. Os médicos aconselham variados tipos de exercícios, para todos os gostos e carteiras. Meia hora de marcha diária, ginástica, jogos coletivos, ginásios, natação, pesca, jardinagem ou passeio pelo campo são algumas das muitas atividades que pode começar a fazer hoje. Mas saiba que  os exercícios apenas são úteis, nomeadamente para o aparelho cardiorrespiratório, quando têm uma certa intensidade, de modo a provocar suor e um aumento da frequência respiratória. E no fim do exercício, com todas as hormonas libertadas, vai sentir-se muito melhor.

Sedentarismo: um problema de saúde global

Como é óbvio, a possibilidade de viver e, até mesmo, aumentar a qualidade de vida sem a necessidade de realizar grandes esforços físicos constitui um indicador de conforto característico das sociedades industrializadas modernas. De qualquer forma, no que se refere à saúde, o sedentarismo deve ser sempre considerado prejudicial e a atividade física deve ser tida em conta como um dos principais proporcionadores de bem-estar físico e psicológico.

 

        Fontes:

  • Medipédia – ‘Sedentarismo e exercício físico’
  • World Health Organization – ‘Physical Inactivity: A Gbobal Pulic Health Problem’
  • ABC News – ‘Physical Inactivity as Damaging to Health as Smoking’
  • Mais Notícias – ‘Sedentarimo x Saúde’