Início Bem Estar Solário faz tão mal como fumar

Solário faz tão mal como fumar

89
0

O Solário entre os produtos mais cancerígenos, ao lado do tabaco.

 

Ir ao solário, mais do que um acto desesperado de se bronzear, tem ganho uma conotação de social, “chique”, um verdadeiro evento digno de pessoas com classe.

Um argumento fomentado pelos solários, e que ganha cada vez mais força entre as mulheres com menos de 30 anos, diz João Abel Amaro, director do Serviço de Dermatologia do IPO de Lisboa. “A radiação das cabines é mais agressiva porque é emitida a uma distância curta da pele. E como não induz o espessamento da camada córnea da epiderme, em vez de preparar a pele para a exposição ao sol, torna-a mais vulnerável”.

O estudo provou ainda que a radiação artificial aumenta em 75% o risco de melanoma (tipo de cancro da pele mais grave). Além disso, não é qualquer pessoa que se expõe à radiação ultravioleta dos centros de bronzeamento. A legislação portuguesa já proíbe a utilização dos solários por menores de 18 anos, e alguns espaços fazem uma “triagem”, impedindo que grávidas, doentes cardíacos ou medicados com fármacos sensíveis à luz artificial “corram riscos”.

Associar a exposição às lâmpadas solares ao tabaco, por mais irrefutável que seja e até tenha o carimbo da Organização Mundial de Saúde, pode não ser suficiente para afastar a clientela mais jovem dos solários. A palavra cancro não assusta ninguém com menos de 30 anos, de acordo com a experiência de João Amaro. São os sinais de envelhecimento precoce, como rugas, sinais e manchas, que levam os portugueses a “desconfiar das radiações artificiais”.

Em Portugal surgem 1000 casos de melanoma maligno por ano, um número que tem vindo a aumentar entre a população jovem, tal como outras doenças de pele, “e que antes só surgiam aos 50 anos”. E apesar da predisposição genética e o fototipo da pele (classificação da sensibilidade a queimaduras por exposição solar) serem dois dos factores que explicam o melanoma, os solários têm a sua quota parte de responsabilidade. “É um agente acelerador”, explica o médico.

A maquilhagem mais escura, assim como os autobronzeadores e a técnica jetbronze (aplicado por micropulverização sobre a pele) são alternativas recomendadas por médicos e sem riscos a longo prazo.