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Vareniclina é a medição mais eficaz para deixar o tabaco

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Vareniclina é considerada a medicação mais eficaz para deixar o tabaco.

 

O tabagismo é a principal causa  de morte em todo o mundo, e um dos principais factores de risco para as doenças cardiovasculares como o enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, a associação entre o tabagismo e diversos tipos de cancro é incontestável.

Existem evidências convincentes de que certos medicamentos aumentam a taxa de sucesso na cessação do tabagismo. O seu uso duplica ou até quadruplica as possibilidades de abstinência. Os repositores de nicotina, bupropiona e vareniclina são considerados de primeira linha no tratamento do tabagismo, e são recomendados para prescrição em directrizes internacionais.

O tartarato de vareniclina, comercialmente conhecido como Champix, é um agonista (estimulante) dos receptores nicotínicos no cérebro. Entre os medicamentos de primeira linha para o tratamento do tabagismo, a vareniclina é a medicação mais eficaz. Este medicamento deve ser usado por 12 a 24 semanas, defende a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A terapia com vareniclina não requer cessação imediata do tabagismo. Recomenda-se a interrupção do tabagismo a partir do 14º dia após o início do medicamento. O seu efeito colateral mais comum é a náusea (30% dos pacientes), que é minimizada ingerindo-se a medicação após refeições e com um copo com água. Menos de 6% dos pacientes suspendem a medicação por esta razão.

Pacientes com insuficiência renal terminal, grávidas e mulheres amamentando não devem usar esta medicação. Deve-se ter cautela no uso em pacientes com histórico de doenças psiquiátricas como depressão grave, transtorno bipolar e síndrome do pânico.

Embora não se tenha demonstrado a conexão causal e considerando-se que pacientes fumadores têm maior risco de apresentar depressão e pensamento suicida, a entidade norte-americana FDA (Food And Drug Administration), em 2009, fez uma advertência sobre a possibilidade de alterações de humor, agitação e pensamentos suicidas entre os utilizadores de vareniclina, e por isso não se recomenda usá-la em pacientes com doenças psquiátricas não estabilizadas.