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Gás metano no Ártico é uma bomba relógio

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Gás metano no Ártico é uma bomba relógio para o ecossistema e para a economia, estudo revela.

 

Cientistas afirmam que a quantidade de gás metano que é largado para a atmosfera através do degelo do solo no Ártico poderá ter impactos económicos de grande escala no futuro, avaliados na casa dos 45 triliões de euros, quase tanto como o valor na economia global em 2012.

O estudo, publicado na revista científica Nature, partilha os problemas a longo termo que podem surgir. Além de referir que os impactos serão mais facilmente observados em países em desenvolvimento, as preocupações sobre o impacto do aumento da temperatura no solo, resultado da libertação dos gases, ao longo de vários anos também são expostos.

Gás metano no Ártico é uma bomba relógio

Estudos realizados anteriormente mostram como a fina camada de gelo no mar da Sibéria está a aquecer as águas e a promover uma fuga de gás para a atmosfera, sendo encontrados indícios do mesmo num raio de 1km de diâmetro dessa mesma fuga. O gás de que se fala, o gás metano, é um dos que compõe o chamado “efeito de estufa” permanecendo na atmosfera durante aproximadamente uma década. Mais gás metano na atmosfera traduz-se em temperaturas mais quentes, mais inundações e danos tanto à agricultura como à saúde humana.

Gail Whiteman, professor na universidade Erasmus e um dos autores do estudo afirma que ‘isto é uma bomba relógio que ainda não foi reconhecida pelo mundo. Acreditamos ser importantíssimo que dirigentes de todos os países discutam as implicações que a entrada do gás metano na atmosfera pode ter e o que se pode fazer em relação ao assunto, para que se possa impedir esta bolha de rebentar’.

Mais de 30% do gás e 13% de petróleo que ainda não foi descoberto está sob as águas árticas. O valor destas descobertas podem rondar os 100 biliões de euros, nos próximos 10 anos, no entanto isto será um terço dos danos provocados pela emissão de gases que foram recentemente estudadas.

‘Estamos a falar de uma possível catástrofe ambiental a nível mundial, que é uma consequência direta do desaparecimento rápido do gelo que se tem observado nos últimos anos’ disse Peter Wadhams, professor da universidade de Cambridge. Embora haja refutações por parte de outros cientistas, dizendo que há poucas provas sobre a libertação do gás para a atmosfera, visto ainda não ter sido detetado em grandes quantidades, Waghams diz que as provas estão a aparecer mais rápido do que se possa pensar ‘quando se compara imagens de satélite de há três anos atrás com as de agora, percebe-se que há uma camada mais grossa de gás na atmosfera, especialmente no Ártico’.

Gás metano no Ártico é uma bomba relógio

Os autores do estudo deixam claro, para terminar, que o impacto da camada extra de gás metano na atmosfera se irá sentir mais facilmente em países em desenvolvimento e que são mais vulneráveis a cheias e a danos na agricultura, uma consequência do aumento das temperaturas.

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