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Inventor do pop-up pede desculpa

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Inventor do pop-uo pede desculpa

Homem que criou a irritante publicidade na internet tinha boas intenções.

 

Todos os dias encontramos centenas de anúncios irritantes e intrusivos, que tornam a tarefa de navegar na internet algo bem menos agradável do que poderia ser. Muitos de nós terão até já amaldiçoado o inventor dos inevitáveis ‘pop-ups’ algumas vezes, dirigindo-lhe metaforicamente um discurso muito pouco elogioso.

A novidade é – ele tem noção disso. Ethan Zuckerman foi o criador dos anúncios que chamam a atenção impondo-se no nosso ecrã até que os fechemos – ou carreguemos neles, como por muitas vezes nos é exigido – e pede desculpa por isso.

Inventor do pop-uo pede desculpa

Num artigo que critica o modelo atual da internet, baseado em redes sociais aparentemente gratuitas suportadas por publicidade, e que defende um novo modelo de internet paga, baseado nos serviços Premium como o que é disponibilizado pelo popular Reddit, de seu nome ‘O Pecado Original da Internet’, Zuckerman escreve.

‘Nós queríamos construir uma ferramenta que tornasse fácil para todos, em todo o lado, partilhar conhecimento, opiniões, ideias e fotos de gatinhos. Como todos sabem, tivemos alguns problemas, principalmente no modelo de negócio, que nos impediram de fazer o que queríamos da maneira que imaginamos. O que pedimos é uma conversa sobre como podemos melhorar, porque fizemos uma grande asneira na primeira tentativa.’

Citando a sua experiência no site Tripod, o autor do artigo admite ter criado ‘a ferramenta mais odiada da caixa de ferramentas da publicidade: o pop-up’, para acalmar empresas que não queriam o seu conteúdo diretamente ligado aos das páginas da rudimentar ‘rede social’, rematando a explicação como ‘escrevi o código para fazer aparecer a janela com o anúncio. As intenções eram boas. Peço desculpa.’

O técnico, que trabalha atualmemente no reputado MIT, explica depois porque considera o modelo de negócio baseado na publicidade errado, sugerindo por fim o modelo de subscrição como solução para ‘uma internet mais livre’.

Se a opinião de Zuckerman é correta ou não, isso é debativel, mas mesmo não havendo mudanças, ficam as desculpas.

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