Início Cultura e Lazer Mumford & Sons no (esgotado) Coliseu dos Recreios

Mumford & Sons no (esgotado) Coliseu dos Recreios

271
0

O Coliseu vai receber o acústico do rock folk inglês da banda de Marcus Mumford que está de regresso a Portugal no próximo sábado. A primeira parte fica a cargo das norte-americanas Deap Vally e de Jesse Quin.

É já no próximo sábado, dia 23, que os londrinos Mumford & Sons dão o primeiro concerto em solo português em nome próprio e em ambiente fechado. Para trás, ficam as excelentes memórias deixadas por aquele que foi considerado um dos melhores concertos da última edição do Óptimus Alive, no passado Junho. Para abrir as hostilidades, está o duo composto por Lindsey Troy (voz e guitarra) e Julie Edwards (bateria) – com um disco de estreia na calha e colaborações com artistas como Jack White ou The Black Keys – e Jesse Quin, músico aqui em nome próprio, mas mais conhecido por fazer parte dos Keane (baixo).

A história dos Mumford & Sons é ainda curta, mas típica e que dá azus às novas tendências virais (expressão e algoritmo internauta que tanto irrita Manuel Sousa Tavares…) que passam pela net, tal é a sua popularidade com apenas 2 álbuns editados. Tanto assim é, que, o 2º disco de originais já lhes valeu um Grammy de Álbum do Ano e a capa da revista norte-americana Rolling Stone no corrente mês de março. E isto só em 2013…

Em 2009, com o lançamento de “Sigh No More”, o salto dos bares e subúrbios londrinos para vários palcos do mundo no ano seguinte, valeu ao quarteto dos Mumford uma conquista nas tabelas de vendas no Reino Unido e nos Estados Unidos. E, falar na banda de Marcus Mumford (vocalista, guitarra, bateria e bandolim), Winston Marshall (voz, banjo e dobro), Ben Lovett (voz, acordeão e teclas) e Ted Dwane (voz, contrabaixo), é falar de uma energia quase inesgotável e no abuso excessivo dos três acordes do banjo e bandolim, numa marca própria e que caracteriza o seu som indie e de um folk conservador – e é aqui que surgem imensas críticas a este fenómeno de popularidade e de vendas causado por êxitos como “Little Lion Man”, “The Cave” ou “Winter Winds”.

O sucesso levou-os até ao outro lado do atlântico e a popularidade continuou a crescer e a encher espetáculos. Isso e tocar com Bob Dylan, nos Grammys, em 2011, também ajudou a aumentar o crescimento da banda (e quem sabe se não catapultou a venda de bandolins e banjos por esse mundo fora). Em suma: milhares de discos vendidos, muitos concertos e a promessa de um novo trabalho.

Em 2012, no final do verão, em setembro, assinalava-se o ano de nascimento de “Babel”,  o segundo disco de originais dos M&S. Com os singles “Whispers in the Dark” e “I Will Wait” já a passar constantemente nas rádios, a história promete voltar a repetir-se com concertos vibrantes e enérgicos ao vivo e a percorrer esses festivais de verão fora. Por cá, o concerto de sábado à noite já se encontra esgotado. Mais perto, só se quiser ir dar um salto a Madrid, já que as últimas notícias apontam para que ainda existam umas poucas centenas de bilhetes disponíveis.

Se o fenómeno é viral ou se está para ficar, ninguém poderá dizer ao certo. Mas parece que não chamam atenção só das massas, uma vez que até já os irmãos Coen, respeitados cineastas pelo mundo cinéfilo e criadores de jóias como “O Grande Lewbowski” ou “Fargo”, já encomendaram aos ingleses (juntamente com Justin Timberlake) uma colaboração para a banda sonora de “Inside Llewyn Davies”, o seu novo projeto e que tem a música folk de Nova Iorque dos anos 50 e 60 como pano de fundo.

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui