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Os Produtos Light São Mesmo Light?

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Os Produtos Light São Mesmo Light?

Nem sempre o que parece é…

 
A globalização trouxe-nos uma consequente explosão de alimentos processados industrialmente, que contribuiu para os elevados níveis de obesidade de adultos e crianças nos dias de hoje. A preocupação em torno do tema para procurar tratamento e um meio de parar a obesidade é crescente. Todos temos consciência que, para além do sedentarismo, o excesso de peso é também associado ao consumo excessivo de fast food. Tendo em conta as campanhas contra a obesidade, se o consumo destes alimentos diminuir drasticamente, isso pode trazer impactos negativos para a indústria agro-alimentar. É, então, fácil de entender o porquê de serem lançados constantemente novos produtos que tentam ir ao encontro dos receios da população que se mostra preocupada em cuidar da sua saúde e evitar o excesso de peso. Estes alimentos, intitulados de “light”, são apresentados como vitais para a redução ou manutenção do peso e indispensáveis a pessoas diabéticas e com doenças cardiovasculares.

Os Produtos Light São Mesmo Light?

Os produtos alimentares light (ou magros) são produtos com menos calorias devido a um menor teor de açúcar ou gordura, comparativamente com o produto original. Há, no entanto, que ter em atenção que nem sempre menos calorias é sinónimo de poucas calorias. Por exemplo, um chocolate light, apesar de ter menos 25% de calorias continua a ter uma densidade calórica demasiado elevada. Contudo, há também situações em que a redução de calorias é significativa, como é o caso da Coca-Cola que tem 138 cal e a Coca-Cola Light tem 0,9 cal – quase água, não querendo isso dizer que seja recomendado que se beba como se de água se tratasse, pelo contrário, pois existem também outros factores em causa.

O consumo de produtos alimentares deste tipo levanta alguns problemas:

– Ao consumir um produto com menos calorias que o “original”, a pessoa sabe que pode comer mais até atingir o valor energético do “original” e, consequentemente, tem tendência para comer mais;

– O produto pode ter menos calorias que o “original”, mas, mesmo assim, possuir um nível elevado de calorias (por exemplo, refrigerantes light, leite condensado magro);

– Na medida em que o produto alimentar sofre alterações na sua fórmula para ser convertido num produto light, reduzindo açúcares e/ou gorduras, este irá proporcionar menos satisfação, havendo tendência para um maior consumo.

Existem ainda estudos que mostram que, apesar do seu menor número de calorias, estes produtos também têm as suas consequências negativas, por exemplo, maior predisposição para o aumento de peso, da área abdominal e desequilíbrio na produção de insulina, podendo conduzir ou agravar a diabetes.

O ideal é, sem dúvida, evitar o consumo quer de açúcar, quer de adoçantes, quer de produtos light. Contudo, se tiver que os ingerir, que seja em pouca quantidade e de forma moderada.

É também importante ter noção que, mesmo em dietas de emagrecimento, nem sempre compensa pagar mais por produtos light, caso a frequência do seu consumo não seja muito elevada. O ideal será sempre informar-se junto do seu nutricionista sobre os melhores alimentos, light ou não, a incluir na sua dieta.

 

Fontes:

  • Joana Pinheiro (nutricionista) – “Produtos light – Benéficos ou enganosos?”
    (http://sabores.sapo.pt/saude-e-nutricao/artigo/produtos-light-beneficos-ou-enganosos-)
  • Paula Veloso (nutricionista) – “Alimentos light-sobretudo menos peso na consciência”
    (http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=47264A5D60391881E04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0)

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