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Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos

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Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos

Traumatizados,  contam como é sobreviver a trabalhos duros e forçados, ver execuções públicas, estupros e abortos forçados. Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos…

 

A situação na Coreia do Norte está alarmante e a desafiar os direitos humanos, por se cometerem tantas atrocidades contra o ser humano. Quatro sobreviventes têm compartilhado as suas histórias de vida, no país dos Gulags, em um vídeo divulgado pela Amnistia Internacional. A intenção é denunciar o que tem acontecido para que outros países e forças unidas possam intervir.

Kim Young Logo ficou nove anos na prisão de Yodok com os seus pais idosos e quatro filhos pequenos. O motivo da prisão foi ela ter comentado sobre um caso entre seu amigo e Kim Jong Il. O lugar onde esteve por tantos anos é assustador. “‘It is a place that would make your hair stand on end”, disse Kim no vídeo.

Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos

Os pais de Kim e os filhos dela, com idades entre 9 e 1 ano, foram mandados para o campo com ela, pelo suposto crime que cometeu. Um ex-guarda da prisão explicou o porquê, anonimamente, para a Amnistia. Revelou que a estratégia, chamada de “culpa por associação”, foi implementada para cumprir o objetivo de “exterminar três gerações de uma família”. Segundo Kim, todos os familiares que estavam com ela morreram dentro do campo de prisão. “When my parents starved to death, I didn’t have coffins for them. I wrapped their bodies in straw, carried them on my back and went to bury them myself. And the children… I lost all my family”, ela disse.

O guarda também revelou como funcionários violaram as mulheres do campo e depois as mataram. Ele falou sobre os dois métodos de execução usados ​​por agentes penitenciários para matar os presos. O primeiro envolve levá-los para cavar a própria sepultura e, em seguida, bater-lhes com um pequeno martelo de metal na parte de trás da cabeça. O outro método é o estrangulamento com uma corda de borracha.

Acredita-se que mais de 200.000 pessoas estão detidas em campos de prisão norte-coreanos, segundo estimativas independentes. O vídeo feito mostra como as Nações Unidas divulgam hoje as suas conclusões sobre as violações de direitos humanos na Coreia do Norte. A Comissão das Nações Unidas de Inquérito sobre os direitos humanos na Coreia do Norte, foi criada em março passado, para investigar 11 diferentes áreas, incluindo a privação de alimentos, tortura, execuções e perseguição religiosa.

Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos

Michael Kirby, presidente do inquérito, disse que os presos nos campos de prisão da Coreia do Norte sofreram “atrocidades indescritíveis” comparadas ao tratamento de prisioneiros pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. “Todo o corpo de provas recolhido até agora aponta para o que parecem ser os padrões de grande escala de violações sistemáticas e flagrantes dos direitos humanos “, descreveu Justice Kirby, uma juíza reformada do Tribunal Superior da Austrália, disse à comissão de direitos humanos da Assembleia Geral da ONU, em outubro do ano passado.

Outra sobrevivente que compartilhou o seu testemunho no vídeo da Amnistia Internacional foi Park Ji-hyun. Ela foi enviada para um campo de prisioneiros em Onsung depois de ter tentado escapar de um agricultor chinês , a quem ela havia sido vendida. Park falou sobre o tratamento horrível das mulheres no acampamento, as quais foram obrigadas a fazerem um teste de gravidez assim que chegaram ao local. “They would force abortion after the pregnancy test”, disse Park. “Pregnant women get sent to labour camps to carry loads up and down the hills which cause miscarriages.”

Joo Il-Kim, ex-capitão militar, falou sobre a fome em todo o país. É um problema tão grande que os prisioneiros recorreram a comer ração animal, ou até mesmo feijão e grãos de milho presos em esterco animal. “I saw piles of bodies [of people] who have died from starvation in public places”, relatou Joo. O ex-capitão também descreve a prática de execuções públicas, que ele alega ser comuns no país fechado. “People scream in horror at this sight. The crowd roars. It is so gruesome, you instinctively close your eyes or turn your head away… When all the gunshots have died down, you look and the body is heaped onto the ground. You cannot sleep after witnessing it. You are haunted by the nightmarish image in dreams”, disse ele.

Sobreviventes de prisão na Coreia do Norte revelam abusos cometidos

A ONU declarou a sua esperança de que a investigação de um ano, que envolveu falar com os exilados norte-coreanos em Seul, Tóquio, Londres e Washington, possa ajudar o caminho para o processo criminal. O ex-capitão diz que a única esperança para o país é que as histórias de tais atrocidades sejam ditas. “People in the UK and the international community should know the reality of North Korea. Once you know what the reality is, the voice to improve the situation in North Korea can follow”.

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